Jesus lembra-nos num diálogo amoroso com Nicodemos de que Deus salva, Ele, amor encarnado não veio para condenar mas para ser acreditado pelos homens, para que não pereçam mas alcancem a bem-aventurança eterna.

Moisés, na primeira leitura é exemplo de oração humilde e intercessora pelo povo. Quão bela proclamação que deve entoar na boca e no coração de cada cristão “o Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade.”

Já S. Paulo exorta-nos a sermos obreiros da paz. A trabalharmos pela nossa perfeição, na alegria, na animação recíproca, com os mesmos sentimentos. Dá-nos uma receita muito concreta: o ósculo da paz. Tal gesto é expressão que acompanha e define os cristãos desde a Igreja primitiva. Ser sinal da Paz, ser instrumento da Paz, aquela Paz que é puro Dom de Deus, que não é fruto do nosso generoso esforço, mas que deve ser incessantemente pedido a Deus.

Neste Domingo da Santíssima Trindade, exorto-vos irmãos a buscar esta paz de Jesus, aquela que o Santo Padre pede para a Terra Santa e que somos responsáveis por construir nos nossos lares, nas nossas comunidades. A paz que não se pode reduzir a simples simpatias e gestos esporádicos mas que é construção diária, compromisso total na graça de Jesus, no Amor do Pai e na comunhão com o Santo Espírito. A Paz há-de ser sempre fruto desta experiência do amor Trinitário. A bem-aventurada Teresa de Calcutá afirmava que “o silêncio, conduz à oração, a oração à fé, a fé à caridade, a caridade à paz.”

Solenidade da Santíssima Trindade