Chamo-me Eduardo sou da Guatemala, tenho 24 anos e pertenço ao seminário Diocesano Redemptoris Mater de Lisboa.

Estou em Portugal há dois anos. Resumiria a história da minha vocação nas palavras que seguem. Desde muito novo, ainda criança experimentava a necessidade de ser amado pelos meus pais, irmãos, amigos e mais tarde quando cresci procurei tal amor numa rapariga; não aceitava os meus erros, tinha de ser muito certinho para ser aceite pelos outros; hoje não duvido que todos eles à sua maneira e nas suas dificuldades me amaram, mas em mim existia um vazio muito profundo que não era saciado.

Deus fez-me conhecer o Caminho Neocatecumenal, onde me concedeu catequistas que me anunciaram que Cristo morreu e ressuscitou por mim, que me ama, perdoou os meus pecados e que só Ele podia encher esse vazio.

A vocação foi surgindo no meio de uma comunidade que me acompanha desde os 13 anos até hoje. Ao princípio não foi fácil aceitar este chamamento e sempre tive algum motivo pelo qual não aceitar. Primeiro era muito novo, depois queria namorar, acabar os estudos, estava a trabalhar, ajudava a meus pais; tudo coisas muito boas mas que me faziam viver de uma forma vã.

Em 2010 o Senhor concedeu-me uma doença que me levou à beira da morte, acontecimento que marcou uma mudança de direção; ao fim desse mesmo ano pus a minha disposição para seguir a Cristo nas mãos da Igreja. E em Setembro de 2011 fui convidado a participar num convívio que se realiza anualmente em Itália, onde participam rapazes de todo o mundo dispostos a ir onde o Senhor disser. A mim tocou-me vir a Lisboa, onde Deus se me tem manifestado. Estava cheio de medo e não foi fácil para mim sair da minha terra, deixar família, amigos, irmãos da minha comunidade, mas tem sido cá que tenho experimentado que Deus é Fiel e não engana, porque tudo o que eu achava perder o Senhor tem-mo dado com acréscimo.

Não vos vou mentir, estar no seminário nem sempre é fácil, há momentos muito duros, mas tem sido aqui que vou conhecendo Deus, e experimentando que viver na vontade de Deus é para mim motivo de alegria.

Eduardo, Seminário Redemptoris Mater