No Evangelho deste Domingo São João fala-nos da cegueira, e salienta-se de modo particular uma resposta que Jesus deu aos seus discípulos: “…aconteceu assim para se manifestar nele a obra de Deus.”

Hoje, a cegueira, impede-nos de ver Deus… de contemplar verdadeiramente as suas obras… de nos alegrar com a beleza das pessoas….  E isto, a que chamamos pecado, impede-nos de ver as maravilhas que Deus continua a operar no hoje da nossa história.

Ainda que caindo nas trevas do pecado, o Senhor chama-nos de novo à sua luz, afasta-nos do erro, e pela sua misericórdia, traz-nos de novo a luz. Assim se manifestam as obras do Senhor que tendo-nos criado para o bem, continua a “construir-nos” para o bem que é a plena comunhão com Ele.

Neste tempo da quaresma, meditamos no mistério Pascal de Cristo, em que Ele próprio deu a vida por nós, para que pudéssemos vencer o pecado e a morte. O mesmo Cristo que estendeu os braços na cruz é o mesmo que hoje nos estende a mão para nos salvar.

Como instrumentos o Senhor coloca diante de nós a sua palavra para que nos deixemos iluminar, reconhecendo as nossas fragilidades de modo que Ele nos “abra” de novo os olhos para podermos contemplar a luz do Seu amor manifestado na cruz, que nos eleva mais alto, ao contemplar a ressurreição.

Também nós somos hoje chamados a ser testemunha desta luz que continua a irradiar no meio do mundo. Ainda que sendo obra inacabada, somos instrumento nas mãos de Deus, para que possamos transmitir a alegria da comunhão com o Senhor.

A luz verdadeira é o amor, Cristo deu a maior prova de amor dando a vida por nós, e deixando-nos o Seu exemplo, pede-nos que ao experimentar esse amor vivamos como filhos da luz.

Sérgio Fernandes

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