Jesus desceu do céu. Jesus pediu ao Pai para enviar o Espírito Santo. E os discípulos, impelidos pelo mesmo Espírito, descem eles mesmos até à cidade dos homens. Hoje somos convidados a realizar o mesmo movimento. Para quê? Para nos podermos reconhecer como criaturas!

Que importância tem isso? Hoje procuramos respostas e não as encontramos porque fazemos mal as perguntas. Questionamo-nos a nós, ao mundo e a Deus, como se fôssemos super-homens e mulheres, auto-suficientes, independentes, cheios de conhecimentos, filosofias e técnicas. Procuramos Deus num lugar e Ele está noutro. Procuramo-l’O longe e fora de nós, como S. Agostinho no princípio, e Ele está próximo. Procuramo-l’O no Céu e Ele está no pobre que habita ao nosso lado…

É preciso descer à condição de criatura. E edificar a vida como filhos cuja primeira filosofia é depender do Pai. É esta a vida de Jesus e o sentido das palavras: “Não vos deixarei órfãos”.

Podemos viver como órfãos à maneira do mundo ou viver como filhos muito amados. Guardar os mandamentos, não como regras inquebráveis ou castigadoras, mas como algo que dá um sentido e um sabor novo à vida. Que forma para a vida de filhos de Deus, cuja perfeição alcançamos ao configurar a nossa filiação com a de Jesus. Vivendo n´Ele, movendo-nos n’Ele e existindo N’Ele.

Se o homem de hoje se deixar configurar com esta vida original, também poderá dizer como na leitura dos Actos dos Apóstolos: “E houve muita alegria naquela cidade”.

Domingo VI da Páscoa

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